Referência em políticas públicas metropolitanas sustentáveis em prol da integração multimodal para a grande Curitiba, com estruturação das cidades tendo o comportamento do cidadão como motor da transformação.
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A visão de futuro de Curitiba em termos de transporte e mobilidade é tornar-se referência em políticas públicas que permitam alcançar os parâmetros máximos de sustentabilidade através de um transporte de qualidade em toda a área metropolitana, com integração multimodal e estruturação das cidades que constituem a região metropolitana de Curitiba. Nesse processo, o motor da transformação da cidade são seus cidadãos, consciente e cooperativos, que pensam e agem com vistas a alcançar os melhores níveis de bem estar econômico e social.
Para a concretização dessa visão, a cidade de Curitiba deverá ter êxito na realização dos seguintes objetivos estruturantes:
OBJETIVO 1 - Fortalecer a gestão metropolitana sustentável por meio de mecanismos de compensação, valorizando a potencialidade de cada um dos municípios
Ação 1 - Criação de uma entidade para gestão metropolitana do trânsito, transporte público e uso do solo
Ação 2 - Criação participativa de um plano diretor metropolitano de transporte e mobilidade
Ação 3 - Implementação de anéis tarifários no transporte público
Ação 4 - Criação de núcleos urbanos descentralizados
OBJETIVO 2 - Garantir mobilidade por meio de opções de transporte multimodal que propiciem segurança, fluidez, conforto e qualidade
Ação 1 - Priorização do transporte público multimodal
Ação 2 - Promoção e incentivo ao transporte público seguro e sustentável
OBJETIVO 3 - Estimular o envolvimento dos cidadãos para melhoria de todo o sistema de mobilidade
Ação 1 - Promoção da educação cidadã
Ação 2 - Aumento da fiscalização
OBJETIVO 1 - Fortalecer a gestão metropolitana sustentável por meio de mecanismos de compensação, valorizando a potencialidade de cada um dos municípios
Criação de uma entidade para gestão metropolitana do trânsito, transporte público e uso do solo
Em razão de suas interrelações e impactos sistêmicos, trânsito, transporte e uso do solo não podem mais ser tratados de forma estanque, o que faz emergir a necessidade de criação de uma entidade para gestão metropolitana desses temas. Isto implicará que todos os municípios da região metropolitana assumam o papel de atores indispensáveis ao processo, com engajamento e colaboração para o sucesso dessa entidade que será responsável pela planificação territorial e estratégica, pela programação de investimentos e de gestão dos serviços, proporcionando assim, maior sinergia e sustentabilidade na região metropolitana.
O estabelecimento de um modelo único de gestão de trânsito, transporte público e uso do solo, compartilhado por todos os municípios e agentes implicados, será fundamental para que Curitiba se torne referência em políticas públicas metropolitanas.
Criação participativa de um plano diretor metropolitano de transporte e mobilidade
Para o fortalecimento da gestão metropolitana será necessário articular uma série de medidas para a administração do transporte na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Com este intuito, deverá ser construído participativamente um Plano Diretor Metropolitano de Transporte e Mobilidade. Nesse plano deverão estar contidas todas as atuações necessárias, os investimentos requeridos, os modelos de financiamento, medidas legislativas, dentre outros. Além disso, deverá contemplar uma clara definição das responsabilidades de cada um dos municípios e entidades envolvidas.
As diretrizes do plano metropolitano orientarão a implantação do Sistema Integrado de Transporte e Mobilidade da RMC. Esse Sistema será o responsável por monitorar a articulação viária e o transporte público, utilizando-se de projetos específicos já existentes e outros que venham a ser pertinentes. Dentre as diversas ações a serem executadas para melhoria do Sistema Integrado, estará a destinação de parte do IPVA para subsídios no transporte público e infraestrutura viária (tarifa do transporte coletivo, pavimentação e conservação de vias).
Implementação de anéis tarifários no transporte público
O crescimento populacional registrado na região metropolitana de Curitiba tem impactado fortemente na qualidade e no custo da mobilidade e do transporte urbano. Desta forma, as políticas tarifárias relacionadas a mobilidade e transporte deverão se adaptar a esta nova realidade. Um exemplo de mudança será a implantação de um sistema de anéis tarifários que, juntamente com as melhorias na rede de transporte, influenciará as escolhas dos cidadãos no momento da realização de um deslocamento. Estas políticas deverão constar nas diretrizes do Plano Diretor Metropolitano de Transporte e Mobilidade e deverão estar associadas a outras políticas públicas, de forma a gerar efeitos sobre a condição socioeconômica dos usuários, a organização do solo urbano e a sustentabilidade econômico-financeira dos serviços do transporte público metropolitano integrado.
A implantação de anéis tarifários na RMC deverá ser acompanhada pela implementação de um sistema de passagem eletrônica (cartão), que permita ao cidadão efetuar seu deslocamento com rapidez, qualidade e segurança.
Criação de núcleos urbanos descentralizados
A cidade do futuro é aquela que evita, na medida do possível, deslocamentos dos cidadãos de uma parte a outra da cidade em busca de trabalho, serviços e produtos em geral que poderiam estar nas proximidades de suas moradias. Para tratar essa questão, será preciso implantar em Curitiba e RMC o conceito de cidades multicêntricas, ou seja, cidades que contam com núcleos urbanos que ofereçam um conjunto de serviços e oportunidades (comerciais, culturais, de lazer, de trabalho, de saúde, serviços públicos), tornando desnecessárias rotinas de grandes deslocamentos. O conceito de multicentrismo está associado a um planejamento estratégico no qual a mobilidade sustentável é o eixo principal.
Para essa descentralização será necessário realizar estudos de identificação das potencialidades e necessidades de cada município, evitando assim, deslocamentos desnecessários ao centro de Curitiba.
OBJETIVO 2 - Garantir mobilidade por meio de opções de transporte multimodal que propiciem segurança, fluidez, conforto e qualidade
Priorização do transporte público multimodal
Curitiba, mantendo seu espírito inovador em matéria de transporte e mobilidade e considerando o plano diretor metropolitano, deverá elaborar um modelo de gestão baseado na readequação e ampliação da infraestrutura da cidade, com vistas a um transporte multimodal eficiente, oferecendo diferentes alternativas aos cidadãos.
A capacidade da frota de ônibus convencionais e do sistema BRT (Bus Rapid Transport) será ampliada e integrada à futura linha de metrô norte-sul, propiciando assim, um maior alcance às áreas mais distantes da RMC. Para isso, será preciso instalar novas faixas exclusivas para o transporte público, bem como readequar o terminal rodoviário municipal para a integração urbana, metropolitana e interestadual.
Além disso, o espaço urbano de Curitiba será remodelado, reduzindo as áreas para estacionamento no centro da cidade, redirecionando-as para junto dos terminais de transporte urbano. Deverão ainda, ser implantados bicicletários nos mais diversos locais da cidade, fazendo com que o veículo particular seja a última opção de deslocamento.
Será fortalecido o projeto diretor cicloviário, que contemplará a análise e viabilidade da implantação de um sistema de bicicletas para uso público como uma forma de mobilidade saudável para as pessoas e a cidade. Para isso, será necessário aumentar o número e a extensão das ciclovias, equiparando Curitiba às cidades mais avançadas do mundo no tema de mobilidade sustentável.
Como forma de otimizar a mobilidade urbana, serão implantados sistemas inteligentes de transporte que englobam a utilização de TIC's para melhorar a operação e segurança do transporte terrestre. Serão implantados semáforos atuados pelos ônibus, bem como mecanismos que facilitem a comunicação veículo-infraestrutura e veículo-motorista.
Também serão adotadas e incentivadas inovações em termos de meios de transporte coletivo e individual.
Todas essas medidas irão contribuir para que sejam alcançados os objetivos de aumentar a velocidade média em 40% e a redução de 20% do número de passageiros por m2 no sistema de transporte coletivo.
Promoção e incentivo ao transporte público seguro e sustentável
Qualidade de vida e sustentabilidade vão depender cada vez mais de como as áreas urbanas são planejadas, construídas, desenvolvidas e gerenciadas, de maneira a utilizar seus recursos de maneira mais eficiente.
Opções de transporte sustentáveis terão impacto direto nesse processo. A redução da poluição causada pelo Sistema de Transportes passará por diversas ações como a articulação do planejamento, uso e ocupação do solo; a melhoria do sistema viário; o desenvolvimento e disseminação de novos meios de transporte; a redução das emissões de veículos automotores; a melhoria dos sistemas de circulação e fiscalização do tráfego; a melhoria da qualidade dos combustíveis e alternativas energéticas de baixo potencial poluidor; o desenvolvimento de instrumentos econômicos e fiscais; a educação e o desenvolvimento social.
Com vistas a se tornar referência em políticas públicas metropolitanas sustentáveis, será necessário inspecionar periodicamente a frota veicular e atingir 100% do transporte público operando com energias alternativas na RMC.
Segurança será um fator fundamental a se considerar no desenvolvimento do transporte metropolitano. Para prevenção dos crimes e vandalismos se monitorará com câmeras, 100% da frota de transporte público. No que diz respeito à circulação, deverão ser adotadas medidas baseadas tanto na melhora da infraestrutura e frotas, como em sanções, que permitirão reduzir o número e a severidade dos acidentes e infrações.
O transporte público se tornará atrativo pela composição de diversos requisitos que proporcionarão segurança, qualidade, respeito aos horários, maior agilidade de locomoção e integração.
OBJETIVO 3 - Estimular o envolvimento dos cidadãos para melhoria de todo o sistema de mobilidade
Promoção da educação cidadã
O cidadão será o principal ator de todas as atuações em matéria de mobilidade e sem a sua colaboração, será impossível alcançar os objetivos propostos. Para isso, serão desenvolvidas e implantadas campanhas educativas, comportamentais e institucionais voltadas para a mobilidade. Com isso, espera-se reduzir o número de infrações de trânsito, aumentar o respeito à faixa de pedestre, reduzir o tráfego de veículos particulares no centro, dentre outros
Como forma de educar para estes valores desde a infância, deverá ser inserida a temática "mobilidade urbana" nas matrizes curriculares.
Aumento da fiscalização
Além das medidas de educação cidadã, também serão adotados mecanismos efetivos de fiscalização, com o intuito de direcionar o comportamento da população para o comprometimento com as políticas de transporte e mobilidade criadas para melhoria do sistema metropolitano
Dentre as medidas de fiscalização, terão destaque a obrigatoriedade da inspeção veicular anual, um maior efetivo de agentes de trânsito nos locais de maior concentração de veículos, aumento da instalação de câmeras de seguranças nas vias públicas e instauração de penas alternativas para casos de depredação e prejuízos ao patrimônio público.
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