A quarta tarefa do Comitê (Local) é elaborar, com base no Diagnóstico mencionado no passo anterior, o Plano Participativo e estabelecer as Metas a serem atingidas ao longo do tempo.
Cada localidade escolherá o(s) seu(s) eixos prioritários de desenvolvimento e projetará as ações a serem desenvolvidas, dentro do horizonte temporal considerado (próximos dez anos), para atingir suas metas. Novamente aqui todo o produto final desse trabalho será submetido à Rede de Desenvolvimento Comunitário.
O Plano deverá ser elaborado pelo Comitê (Local) ampliado (de preferência pelos mesmos participantes do Seminário Visão de Futuro e da Pesquisa Diagnóstico dos Ativos e das Necessidades).
O Plano Participativo é elaborado na forma de um mapa do caminho para o futuro onde os marcos de referência são as realizações para superação dos obstáculos e para o aproveitamento das oportunidades, baseadas, fundamentalmente, na utilização dos próprios ativos (na capacidade interna de investir nesses ativos e na capacidade de atrair investimentos externos).
Na elaboração do Plano Participativo haverá a escolha da vocação (ou das vocações) da localidade. Uma vocação, como vimos no passo anterior, não brota objetivamente da análise da realidade, isto é, não pode ser revelada tecnicamente, a partir do Diagnóstico. Ela é fruto de escolhas subjetivas, quer dizer, de opções conscientes dos sujeitos por um determinado caminho.
Na verdade, a confirmação da vocação só deve ser feita depois do diagnóstico, no momento em que a comunidade estiver discutindo o Plano Participativo. Este Plano deve ser orientado pela vocação. Sem esse eixo orientador, ele não será um verdadeiro Plano, e sim um arquivo ou uma lista de projetos.
Vocações não são atividades possíveis, porém eixos em torno dos quais várias atividades econômicas, sociais, culturais, etc. podem se articular e se fortalecer mutuamente, aumentando as vantagens comparativas da localidade (ou melhor, suas características distintivas) e impulsionando o seu desenvolvimento.
Uma localidade pode elencar – e é desejável que o faça – vários projetos que gostaria de realizar. Mas o resultado da soma desses projetos não será um Plano Participativo, e sim uma listagem, em geral desconexa, de ações que até podem contribuir para o desenvolvimento da localidade, mas que não produzirão as sinergias necessárias para desencadear um processo integrado.
Um plano de trabalho para a elaboração do Plano Participativo deverá ser elaborado pelo Comitê (Local) em cada localidade, seguindo um roteiro de questões já formatado. Esse plano de trabalho deve compreender também a definição de metas a serem perseguidas pela localidade.
MATRIZ PLANO
Localidade:___________________________________
Data: __/___ /____
Eixo(s) Prioritário(s) de Desenvolvimento:
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AÇÃO |
METAS |
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1. |
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2. |
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3. |
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4. |
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5. |
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VALIDAÇÃO DO PLANO NA REDE
Os participantes da elaboração do Plano terão a tarefa de procurar – de preferência pessoalmente – os conectados à Rede do Desenvolvimento Comunitário, levando um formulário com os seguintes elementos:
Resumo do Plano: eixo(s) prioritário(s) de desenvolvimento e matriz com ações e metas.
1 – Você concorda com esse Plano de Desenvolvimento para sua localidade?
( ) SIM
( ) NÃO
2 – O que você gostaria de acrescentar (novos eixos de desenvolvimento, novas ações)?
O resultado dessas consultas devem ser tabulados e sistematizados. O Comitê (Local) fará então uma reunião para consolidar o Plano validado pela rede.
Olá, Parabenizo, primeiramente aos organizadores de tais metas de treabalho. Estou com uma dúvida, ao falar Plano Participativo, vocês querem dizer Plano Diretor de Desenvolvimento local, segundo o Estatuto da Cidade. Como integrar as diretrizes dos grupos locais, indicados pela Rede, aos Planos diretores já institucionalizados por lei municipal? Seria interessante esse casamento na revisão dos mesmos da legislação, prevista em Lei.
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